Refrigerante e Câncer: O Alerta do Benzeno

Atenção, consumidores de refrigerante! Uma substância presente em diversos refrigerantes, o benzeno, foi classificada como cancerígena pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer), um órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Exposição ao benzeno, principalmente em níveis altos e por longos períodos, está associada a um aumento do risco de diversos tipos de câncer, incluindo leucemia. Essa informação, divulgada por entidades como a Pro Teste, gera questionamentos sobre a segurança do consumo regular de refrigerantes.

É importante destacar que nem todos os refrigerantes contêm benzeno. A quantidade presente varia de acordo com a marca, fórmula e condições de produção. No entanto, a presença de um cancerígeno em qualquer produto de consumo levanta preocupações legítimas sobre a saúde pública.

Consumidores conscientes buscam alternativas mais saudáveis e livres de benzeno. Optar por refrigerantes naturais, água, sucos de frutas e outras bebidas sem aditivos artificiais são opções que podem contribuir para a redução da exposição a essa substância nociva.

Apesar da gravidade da denúncia, nenhuma medida concreta foi tomada até o momento. Nem os órgãos competentes, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem as empresas fabricantes dos produtos se manifestaram de forma efetiva para solucionar o problema.

O que foi encontrado?

A Pro Teste analisou 24 amostras de refrigerantes de diferentes marcas e encontrou indícios de benzeno em sete delas: Fanta Laranja, Fanta Laranja, Light Sukita, Sukita Zero, Sprite Zero, Dolly Guaraná, Dolly e Guaraná Diet.

Quais os riscos do Benzeno em Refrigerantes?

O benzeno é uma substância química classificada como cancerígena. A exposição ao benzeno pode causar diversos problemas de saúde, incluindo: Leucemia, Linfoma, Anemia aplásica, Danos à medula óssea, Problemas reprodutivos e Problemas de desenvolvimento em crianças.

Por que o benzeno está nos refrigerantes?

O benzeno pode se formar na produção de refrigerantes como resultado da reação entre o ácido benzoico (conservante) e o ácido ascórbico (vitamina C). Essa reação é favorecida pelo calor, pela luz e pela presença de metais.

O que precisa ser feito?

É urgente que os órgãos competentes tomem medidas para garantir a segurança dos consumidores. Isso inclui:

– Estabelecer um limite máximo aceitável de benzeno em refrigerantes.
– Implementar medidas mais rigorosas de fiscalização para garantir o cumprimento da legislação.
– Incentivar pesquisas para encontrar alternativas mais seguras aos conservantes e antioxidantes utilizados atualmente na produção de refrigerantes.

Enquanto isso, os consumidores podem:

– Reduzir o consumo de refrigerantes.
– Optar por marcas que não utilizem ácido benzoico e ácido ascórbico em sua composição.
– Ficar atentos aos rótulos dos produtos e buscar informações sobre a presença de benzeno.

A saúde pública é um direito de todos! É fundamental que as autoridades e as empresas assumam a sua responsabilidade para garantir que os produtos consumidos pela população sejam seguros e livres de substâncias nocivas à saúde.

Em resposta, a Anvisa informou que “o uso do ácido benzoico em bebidas não alcoólicas” é permitido e que o Ministério da Agricultura “deve checar se os limites de uso desses aditivos está sendo respeitado” ao conceder o registro do produto.

Em resposta enviada à Agência Brasil, nenhuma menção é feita ao benzeno, embora já em 2003 a própria Anvisa tenha proibido a fabricação, distribuição e comercialização de produtos que contenham a substância, caracterizada pela IARC como “comprovadamente cancerígena”.

“O assunto é sério. Muitas pessoas consomem refrigerantes e já que constatamos a presença de benzeno em algumas bebidas, há uma responsabilidade muito grande dos órgãos reguladores e da indústria”, disse Maria Inês Dolci, coordenadora da Pro Teste.

“Esperamos que sejam adotadas as medidas cabíveis para que seja proibida a presença de benzeno nas bebidas. Sugerimos que os fabricantes substituam um dos dois ácidos do processo industrial e que os órgãos competentes elaborem uma legislação específica que proíba a presença do benzeno em refrigerantes”.

Em resposta enviada à Pro Teste, a Coordenadoria-Geral de Vinhos e Bebidas do ministério disse estar levantando informações com os fabricantes sobre quais deles usam a combinação dos ácidos benzoico e ascórbico, “que podem causar a formação do benzeno”.

Falando em nome da Coca-Cola (fabricante da Sprite Zero, Fanta Laranja e Fanta Laranja light), da Ambev (Sukita e Sukita Zero) e da empresa Dolly, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes (Abir) informou que seus associados não tiveram acesso à pesquisa, não podendo comentá-la.

A entidade informou também que os produtos citados são registrados “e seus componentes e fórmulas obedecem a todos os requisitos da legislação brasileira de saúde”.

ai/UNO

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