Japoneses estudam projeto para minimizar impactos de enchentes no Vale do Itajaí

Um grupo técnico formado por membros da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Japan International Cooperation Agency – Jica), governo do Estado, Grupo Técnico Científico (GTC) [que elaborou o Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Riscos de Desastres Naturais na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí – PPRD-Itajaí] e de entidades governamentais ligadas à área de pesquisa visitou o Porto de Itajaí nesta quarta-feira [28]. Na pauta a busca de subsídios para a elaboração de plano para contenção de cheias e discussões sobre apoio técnico e financeiro para a implementação do projeto.

No Porto de Itajaí os integrantes da Jica foram recebidos pelo superintendente Antônio Ayres dos Santos Júnior, que vê com bons olhos a proposta, que aglutina propostas de diferentes segmentos da comunidade técnica-científica, com o objetivo de minimizar ou até eliminar futuros danos ambientais, a exemplo das enchentes que assolam com freqüência a região.

O coordenador do GTC e presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Antonio Diomário de Queiroz, informa que já existe um plano integrado para contenção de cheias na região que tem as linhas gerais e, a partir dele, está se buscando elaborar projetos para mitigar os efeitos das enchentes em Itajaí e região.

“A Jica vai elaborar o projeto, que deverá ser financiado pelo Estado de Santa Catarina e deve financiar obras estruturais que minimizem os impactos das enchentes”, afirma Queiroz. Ele informa que a primeira etapa do projeto deve custar cerca de US$ 50 milhões.

“Dá para dizer seguramente que com a participação da Jica estamos bem mais próximos de uma solução”, afirma o secretário de desenvolvimento regional de Itajaí, Gilberto Antônio Gadotti. Para ele, a união de diversos projetos isolados em um grande projeto é um bom sinalizador para uma solução concreta.

Roteiro – Além de Itajaí a delegação esteve na capital do Estado, Blumenau, Brusque, Gaspar, Ilhota e Rio do Sul. Após a visita, os japoneses apresentarão aos governos municipais e entidades de classe uma carta de intenção para prestar apoio técnico e financeiro a projetos contra catástrofes naturais, como a ocorrida em novembro do ano passado.

As visitas também servirão para a Jica atualizar estudos feitos na região. Os japoneses estiveram no Vale do Itajaí após as enchentes de 1983 e 1984 para ajudar na elaboração de projetos de prevenção contra novos desastres. Naquela época, foi proposta a construção de um canal extravasor no Rio Itajaí, mas, por questões ambientais e financeiras, ela foi rejeitada.
 
Fonte : Assessoria

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