São Bento do Sul – Um simples empurrão, uma risadinha, um apelido maldoso. Todas estas “brincadeiras”, consideradas normais por alguns, podem se tornar um grande problema mais tarde. Foi pensando em alertar principalmente os pais e professores sobre bullying, é que o Ministério da Justiça em parceria com o Ministério da Educação, desenvolveram um material informativo para ser trabalhado nas escolas.
O termo bullying, que em inglês significa a prática de atos agressivos entre estudantes, está sendo trabalhado com os pais e alunos da Escola Básica Municipal Professora Aracy Hansen, no bairro Bela Aliança, em São Bento do Sul. Na semana passada, foram realizadas reuniões primeiramente com os pais, para explicar o método de trabalho, e informar sobre este fenômeno que acontece no mundo inteiro, e que traz conseqüências desastrosas, citando a baixa auto-estima, depressão, disseminação da violência no ambiente escolar formando adultos violentos e criminosos, estresse e autoflagelação.
A Diretora Maria Ivanir Tomelin, explicou que o assunto não pode ser trabalhado somente na escola. “Resolvemos entrar em contato com os pais para informar sobre o que é o bullying, e discutir como eles podem falar com os seus filhos, e explicar as conseqüências. Trabalhamos com todos os responsáveis de 1º ao 9º ano. E agora, os alunos estão realizando atividades sobre o tema, envolvendo todas as matérias”, observou.
A Professora de Ciências Maria Sofia, apresenta o material aos estudantes, discute sobre o assunto com a turma, e cada um prepara uma redação, e elabora frases, que são distribuídas por toda a escola, misturando assim a teoria com a dinâmica. “Queremos mostrar que um simples gesto, pode ocasionar consequências graves. As maiores reclamações são sobre o transporte escolar. Estamos conscientizando os usuários, que não devem brigar ou empurrar o colega. E que ao entrar no carro, é necessário cuidar do próximo, dos menores que estão ao seu lado”, relatou.
Ivanir cita que com o reforço do material, a melhora na conscientização já é notória. “O trabalho em conjunto, o material, e as ações de conscientização, só tendem a melhorar o próprio ambiente escolar. A cartilha é totalmente didática, e o estudante mostra-se interessado em aprender sobre o assunto”, analisou. De acordo com pesquisas feitas na Europa e nas Américas, o tipo desta prática preocupa, pelo fato de atingir cada vez mais as crianças, não importando a classe social.
AI/Redação 24 Horas