Prefeitura de Ilhota contrata construção de 65 moradias

Ilhota – Andréa Schmitt, de 38 anos, estava ansiosa. Parecia que segunda-feira (16) não chegava mais. A embaladeira aguardava esta data para finalmente recomeçar a sua vida, ao lado dos dois filhos, um de 16 e outro de 13 anos. Ela e mais 64 famílias assinaram o contrato para a construção de suas moradias. Andréa teve sua casa levada pela catástrofe de novembro de 2008.

Assim como a residência de Andréa, todas as outras serão viabilizadas pelo Ministério da Integração, através da Companhia Habitacional do Estado de Santa Catarina – Cohab. A cerimônia de assinatura da ordem de serviço e do termo de cooperação com o município aconteceu na segunda-feira (16), na entrada da Prefeitura de Ilhota, e contou com a presença da presidente da Cohab, Maria Darci Motta, da diretora de operações, Leocádia Lichfett Bonanoni, do secretário de desenvolvimento regional, Paulo França, e do coordenador de defesa civil, Paulo Drun.

Para o prefeito Ademar Felisky, a assinatura representará um recomeço para muitas famílias. "Administrar toda esta tragédia, em meio à crise econômica que o nosso país vive, é um exercício diário de superação. O que ocorreu em apenas dois dias demorará mais de quatro anos para que seja cicatrizado. Mas quero que toda a população de Ilhota saiba que não vou descansar enquanto não conseguir finalizar esta reconstrução".

As residências serão construídas nos dois terrenos, no valor total de R$783 mil, que a prefeitura já adquiriu: um no Braço do Baú e outro no centro. De acordo com o coordenador de defesa civil, Paulo Drun, o município já recebeu a doação de 186 casas, sendo que 55 já foram entregues, a maioria construída em terrenos dos próprios moradores. "Do Instituto Ressoar foram 66; do Ministério da Integração, 65; da Arábia Saudita, 25; do Instituto Guga Kuerten, 15; e do Lions Clube, 15. Atualmente, não temos abrigos ativados no município".

O terreno localizado no complexo do Baú já está terraplanado. No local serão construídas 46 residências. A equipe deixou quatro lotes reservados para construir futuramente um abrigo permanente. A previsão é de que as primeiras casas comecem a ser erguidas até o final de novembro e que fiquem prontas em 90 dias.

Fonte : Assessoria de Imprensa

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