Controle do caramujo africano em Blumenau

Blumenau – Com o objetivo de ajudar e informar à comunidade sobre as formas de combate ao caramujo gigante africano, a Vigilância Sanitária tem à disposição folder explicativo sobre o molusco, considerado uma praga e que pode transmitir vermes e provocar doenças graves nos seres humanos. A sede da Vigilância fica na rua Alwin Schraeder, 92, Centro.

Entre as medidas de controle para eliminar e também coibir a proliferação do molusco, a população deve procurar a Vigilância Sanitária para certificar se realmente o molusco encontrado é o caramujo africano. Por isso, a Secretaria de Saúde orienta que os caramujos somente devem ser recolhidos com luvas descartáveis ou sacos plásticos, evitando assim o contato e possíveis doenças.

Além disso, não utilizar veneno para não afetar outros animais e também o meio ambiente. Os caracóis recolhidos devem ser enterrados em uma cova profunda (aproximadamente 40 cm), utilizando cal virgem no fundo da vala ou entregues nas unidades de saúde. A Secretaria de Saúde também lembra que os caramujos não devem ser colocados no lixo para evitar a transferência da infestação.

O folder da Prefeitura também orienta à população para não abandonar ao ar livre as conchas dos caramujos sem destruí-las. Isso porque as mesmas poderão servir de criadouros naturais para o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela. Vale ressaltar ainda para tentar evitar ao máximo deixar telhas, tijolos, sobras de construções ou excesso de plantas nos terrenos.

Caramujo

Introduzido no Brasil em substituição ao escargot, e que na verdade não é comestível, tornou-se uma praga porque ataca e destrói plantações, contamina frutas e legumes, além de transmitir vermes e provocar doenças. Quanto adulto, atinge 15 cm de comprimento e 8 cm de largura. Atualmente é encontrado em 14 estados brasileiros. É resistente à seca e ao frio e sobe com facilidade em muros e invade casas. Sobrevive em terrenos baldios, plantações abandonadas, sobras de construções, pilhas de telhas e tijolos.

O caramujo gigante africano pode transmitir dois vermes: Angiostrongylos cantonensis, causador da angiostrongilíase meningoencefálica humano, que provoca dor de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso; e Angiostrongylos costaricensis, causador da angiostrongilíase abdominal, doença grave que pode resultar em óbito por perfuração intestinal e hemorragia abdominal.

Joni César
UNOPress

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