Apesar da queda, PIB mostra que Brasil se recuperou melhor que demais países

O consumo das famílias e do governo, além da política pública anticíclica, impediu uma queda maior do PIB no primeiro trimestre de 2009, conforme indicavam praticamente todas as projeções do mercado. A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao comentar a queda de 0,8% do PIB nos três primeiros meses de 2009 na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Os números foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. Na comparação com o primeiro trimestre de 2008, o recuo foi de 1,8%. "Foi uma queda menor do que se esperava e demonstra a rápida capacidade de recuperação da economia, melhor do que a maioria dos países", disse Mantega, lembrando que as projeções do mercado eram de retração de 2% a 3% no primeiro trimestre deste ano na comparação igual período de 2008.

De acordo com o ministro, a queda nos três primeiros meses de 2009 deveu-se fundamentalmente à queda de investimento da indústria de transformação. "O mercado interno e a ação anticíclica do governo sustentaram e não deixaram a atividade cair para níveis mais baixos" reafirmou.

Mantega disse que esse cenário divulgado hoje já é passado. "É um olhar no retrovisor. Já temos uma reação positiva para conseguirmos um PIB positivo no segundo trimestre", reforçou.

Estímulo – A avaliação do ministro é de que o governo precisa manter o esforço monetário e fiscal e continuar adotando medidas para estimular o consumo interno e os investimentos de forma ao País fechar 2009 com um PIB de 1%. "Não é fácil, mas não é impossível de ser alcançado, pois os sinais de que a economia está se recuperando são nítidos", observou Mantega.

Ele citou a recuperação da construção civil e do setor automotivo, que registrou aumento de 5,4% nas vendas de veículos em maio. "Também notamos uma retomada dos investimentos nos setores de gás e energia num ritmo acima do esperado". Mantega afirmou ainda que há uma restituição do crédito que faltou no primeiro trimestre, além da queda na taxa de juros.

"Há uma atuação maior dos grandes bancos, principalmente dos públicos, que estão oferecendo mais crédito com taxas de juros menores. Ainda não é o ideal, está longe de ser o necessário para a economia brasileira, mas há uma melhoria gradual." Para o ministro, o País está deixando para trás os resultados negativos e é possível fechar o ano com a economia em aquecimento.

Guido Mantega contou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu pela manhã, ficou satisfeito com o resultado divulgado pelo IBGE. "Os dados mostram que já há um descolamento do resultado do quarto trimestre de 2008 (- 3,8%)".

Medida Provisória – O ministro garantiu que o governo continuará adotando medidas anticíclicas para setores específicos que apresentem dificuldades, como pequenas e médias empresas. "O crédito ainda não chegou às pequenas e médias empresas", acrescentou. Ele afirmou que o presidente já assinou a Medida Provisória para viabilizar o acesso destes segmentos ao crédito bancário, por meio de dois fundos de garantia, via BNDES e Banco do Brasil. "Independentemente disso, o BNDES já está preparando as regras e o Tesouro Nacional está fazendo o aporte dos recursos". Mantega adiantou ontem que o governo editaria MP criando dois novos fundos garantidores de crédito para pequenas e médias empresas.

Pela ótica da demanda, contribuíram para retração do PIB no primeiro trimestre a queda da atividade industrial (-3,1%) e da agropecuária (-0,5%), esta última afetada pela alteração no ciclo de chuvas. Do lado do consumo, a queda histórica do nível de investimentos (12,6%) e das exportações (16%) também influenciou negativamente o resultado.

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