Balneário Camboriú – O corre-corre e o estresse do dia a dia, a agenda intensa, o ano inteiro de trabalho são os principais motivos que levam muitos brasileiros a não abrir mão das férias, incidam elas no verão ou em um período mais frio. O que profissionais da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú descobriram, durante o FIMC – Festival de Integração Multicultural Catarinense, que foi realizado de 13 a 17 de maio no Centrosul, em Florianópolis, é que muitos visitantes do Festival conheciam Balneário, mas não da forma como gostariam, e desejam intensamente voltar à cidade e ter a chance de visitar todos os atrativos locais.
O presidente do Águas do Alto Uruguai Convention & Visitors Bureau (que funciona sudoeste do Estado), por exemplo, não conseguiu, por enquanto, se hospedar mais que três dias em Balneário Camboriú. Antonio José Begnini aprecia a gastronomia à beira-mar no município, mas ainda quer desbravar as caminhadas possíveis, por ser um amante da natureza e dos esportes. “Infelizmente, ainda não conheço o Parque Unipraias e nem o Cristo Luz. Em minhas próximas férias, com certeza visitarei a cidade e seus equipamentos turísticos”, relatou.
Begnini explicou que houve mudanças em relação à percepção de Balneário Camboriú, que se fazia na década de 90. “O comentário, no passado, era de que as praias do município eram poluídas e que o turismo era desorganizado. Agora é diferente. Balneário atingiu outra fase no setor. A beira-mar está bastante organizada”, analisa, elogiando a beleza e funcionalidade do estande durante o FIMC.
Outro turista de Balneário Camboriú que passou pelo estande da Sectur durante o Festival foi Glaucemir Grendene, secretário de Desenvolvimento Econômico e de Turismo do município de Concórdia. Ele explicou que, diferente de Balneário Camboriú, em sua cidade é difícil fazer os comerciantes entenderem a importância do turismo, setor que gera anualmente 12,5% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense e 220 milhões de empregos no mundo. “Não há conscientização. Muitos reclamam em ter que abrir as portas nos sábados à tarde, por exemplo”. Grendene já esteve sete dias em Balneário Camboriú, há cerca de um ano.
“O que mais encontramos em Balneário foi o que fazer. Minhas filhas foram ao Unipraias, mas eu ainda não tive essa oportunidade”, Explica Grendene, desejando retornar em breve ao município, para conhecer melhor seu potencial turístico e econômico.
Segundo explicou o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, Cláudio Fernando Dalvesco, os atrativos turísticos e os investimentos em turismo são importantes para todos os municípios. Dalvesco, que participou ativamente do FIMC e do Fórum Catarinense dos Secretários e Dirigentes Municipais do Turismo, evento paralelo à 9ª Conferência Global de Viagens e Turismo (WTTC, em inglês), é em eventos dessa amplitude como o WTTC que se pode reivindicar aos investidores, que façam aplicações de grande porte em equipamentos turísticos.
“Esses investimentos passam a agregar, dando mais opções aos turistas que nos visitam. Temos que atrair para o nosso município empreendimentos como o Unipraias, agora com o trenó de montanha Youhooo! Mas nosso grande desejo é que a cidade tenha um grande centro de eventos. Vamos trabalhar muito para isso se tornar realidade”, disse o secretário, durante o FIMC.
Dalvesco sabe que o turista de negócios gasta, em média , 300 dólares por dia em um destino, enquanto que o lazer do turista convencional oscila entre 90 e 100 dólares diários, apesar de o visitante de negócios ter sua estadia mais curta. Esses dados foram expostos durante o WTTC, na capital catarinense, no último final de semana.
Silvia C. Bomm
UNOPress
