Florianópolis – A Secretaria de Estado da Saúde foi informada pela imprensa, nesta sexta-feira, 13 de novembro, de que os servidores da Saúde decidiram retornar às atividades, conforme determina a liminar do Tribunal de Justiça concedida pelo desembargador Ricardo Roesler na sexta-feira, 6 de novembro. Desde então, a greve vinha sendo considerada ilegal, e o sindicato vinha sendo multado em R$ 20 mil dia, valor majorado para R$ 100 mil dia conforme medida cautelar do TJ, de 12 de novembro. “A Secretaria, a partir do momento em que os servidores retornarem às suas funções e os serviços passarem a ser oferecidos de forma integral, não vai se opor a retomar o diálogo com o sindicato”, disse a Secretária de Estado da Saúde em Exercício, Carmen Zanotto.
SAIBA MAIS:
Antes da Greve: A Secretaria de Estado da Saúde propôs um reajuste de 16,76% em forma de abono progressivo: 50% seria adicionado ao
contra-cheque em janeiro de 2010, e o abono integral passaria a ser pago a partir de agosto de 2010. Com isso os servidores receberiam de R$ 127,00 a R$ 435,00 a mais por mês, de acordo com a posição que ocupam na tabela de vencimentos. O abono proposto nesta ocasião incidiria sobre 13% salário, adicional de férias, no contra-cheque de inativos, de servidores em licença-médica e licença-prêmio.
3 de novembro: Servidores entram em greve.
6 de novembro: Tribunal de Justiça concede liminar ao Estado, determinando o fim da greve dos servidores, o restabelecimento do atendimento ao público em sua integralidade e o pagamento de R$ 20 mil / dia, por parte do sindicato, caso a decisão não fosse cumprida.
12 de novembro: Tribunal de Justiça deferiu a medida cautelar que solicitava a majoração da multa aplicada ao SindSaúde, caso não fosse
cumprida a liminar de 6 de novembro. A multa, anteriormente estabelecida em R$ 20 mil por dia, foi majorada para R$ 100 mil por dia se os
servidores não retornarem às atividades. No mesmo despacho, o desembargador Ricardo Roesler autoriza a SES a realizar contratações em caráter temporário para suprir a demanda por atendimentos emergenciais.
Fonte : Secretaria de Estado de Comunicação
