sábado, fevereiro 28, 2026

Ilha de Santa Catarina incluída no Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC)

Florianópolis – Terminam nesta semana os trabalhos de campo que vão incluir a Ilha de Santa Catarina no Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC). Pesquisadores têm percorrido matas no entorno da Lagoa do Peri, Vargem Grande e Lagoinha do Leste para examinar o que sobrou de florestas e de plantas epífitas, como orquídeas, bromélias e samambaias.

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O projeto é uma iniciativa do governo estadual, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina (FAPESC). Desta instituição é a doutora em gestão ambiental Adriana Dias, quem explica que os resultados científicos deste levantamento servirão para formular políticas públicas relativas às florestas catarinenses.
“Precisamos conhecê-las para tomar decisões estratégicas sobre seu uso e sua conservação”, salienta.

A atual fase do inventário está sob coordenação da Universidade Regional de Blumenau, mas também participam do IFFSC a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Minas Gerais e Rio Grande do Sul já concluíram seus levantamentos, mas nosso estado é o primeiro a usar a metodologia definida para o Inventário Florestal Nacional, a qual permitirá a integração dos dados obtidos em todas as unidades da federação. Rio de Janeiro, Distrito Federal e Sergipe devem ser os próximos a iniciarem seus inventários estaduais.

“Nós começamos em 2007, mas trabalhamos principalmente no verão porque a identificação de muitas espécies só é possível quando há flores ou frutos, e com a maioria delas, isso acontece entre setembro e abril. De todo jeito, devemos terminar este ano”, diz o Prof. Dr. Alexander C. Vibrans, coordenador do IFFSC.

O plano original era rastrear 440 pontos no território catarinense, porém este número deve chegar a 520. “O Parque Estadual do Peri não estava previsto, mas entrou porque tem uma floresta bem conservada, e nos permite analisar melhor o grau de degradação das demais”, acrescenta Vibrans. “Lá e em outros locais preservados encontra-se grande quantidade de plantas epífitas (que vivem agarradas a árvores sem parasitá-las)”.

Algumas orquídeas florescem no inverno e por isso o levantamento de epífitas no estado se estenderá até 30 de agosto de 2010; 30 de junho é a data limite para inventariar as florestas catarinenses. Além do grupo que atua na ilha – composto por biólogos, engenheiros florestais, auxiliares de medição e de coleta – atualmente existem equipes trabalhando em regiões de Angelina, Taió, Braço do Norte, Corupá e Joinville.

Na semana passada, o Serviço Florestal Brasileiro garantiu um repasse de R$674 mil para financiar os estudos complementares àqueles já bancados pela FAPESC, com R$3 milhões. “Para 2011, está programado um evento público para apresentar os resultados de todo o projeto e do grande esforço realizado nos últimos 4 anos”, conclui Vibrans.

AI/Redação 24 Horas

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