Florianópolis – O Hospital e Maternidade Sagrada Família, de São Bento do Sul, passa este mês a integrar a rede autorizada pelo Governo Federal para realizar a busca ativa e a retirada de órgãos e tecidos para transplantes. Dessa forma, a instituição será beneficiada em termos técnicos e financeiros, recebendo recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) de acordo com sua produção.
Com o credenciamento de novas instituições, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) espera incrementar os índices de doações e de transplantes de órgãos, que vêm subindo de forma significativa nos últimos tempos. Graças às melhorias na estrutura física dos hospitais, aos profissionais treinados e à solidariedade dos catarinenses, Santa Catarina registrou 19,8 doadores efetivos por milhão de população (pmp) em 2009, índice comparável aos melhores do mundo. No Brasil, a taxa foi de 8,7 pmp no ano passado. A maioria das captações é realizada em hospitais públicos ou conveniados à rede pública, e todo o processo, mesmo quando envolve clínicas particulares, é gerenciado pela SC Transplantes da SES.
O estado catarinense realiza o maior número de transplantes de fígado e rins com doadores falecidos, proporcionalmente à sua população, e lidera o ranking das doações efetivas de órgãos para transplantes no país há quatro anos. Como Santa Catarina realiza o maior número de transplantes de fígado e rins com doadores falecidos, o serviço público de saúde garante uma economia em escala com reflexo em várias áreas, já que, além de ter muito mais qualidade de vida, quem recebe um órgão automaticamente desafoga outros serviços de saúde, como o de diálise.
“Isso é resultado de uma política que valoriza os transplantes que reconhece esta área como uma necessidade permanente da sociedade”, enfatizou o Coordenador Estadual de Transplantes, dr. Joel de Andrade. Desde 2005, mais de 500 coordenadores hospitalares de transplantes foram treinados e recebem acompanhamento dos técnicos da SC Transplantes.
AI/Redação 24 Horas
